UNIVERSIDADE
FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE
EDUCAÇÃO – DEPARTAMENTO DE ENSINO E CURRÍCULO
DISCIPLINA: EDU
02074 - SEMINÁRIO DE DOCÊNCIA: Saberes e Constituição da Docência (6 aos 10
anos ou EJA)
PROFESSORAS:
CLARICE SALETE TRAVERSINI E SANDRA DOS SANTOS ANDRADE
DISCENTE: KÁTIA
MARIA FAGUNDES DA SILVA
RECORTE DO PLANEJAMENTO
SEMANAL DA PRÁTICA DOCENTE
Porto Alegre
1º Semestre
2013
ATIVIDADE PROPOSTA
DURANTE A SEMANA DE PRÁTICA DOCENTE EM UMA ESCOLA ESTADUAL LOCALIZADA NA ZONA
NORTE DE PORTO ALEGRE EM UMA TURMA DE 5º ANO – TURMA 520 (24 alunos entre 10 e
13 anos – 14 meninas e 10 meninos) – 2013/1.
JOGO
DE TABULEIRO - “DE
OLHO NO FUTURO” -
(nome escolhido pelos alunos da turma 520).
Os alunos munidos de sacos plásticos deverão coletar papéis de bala que
encontrarem no ambiente escolar e na sala de aula, bem como algum outro resíduo
desde que o mesmo não seja orgânico ou que não esteja sujo com material orgânico.
Serão utilizados para a produção artística das “casas” (subdivisões da trilha)
do tabuleiro do jogo.
A turma irá elaborar as regras do nosso jogo de Ciências utilizando as
seguintes etapas:
- Criação do título do jogo (coletivamente): excluindo o titulo
“Preservação Ambiental”;
- Elaboração das ações positivas e negativas para corresponderem aos
números das “casas” (atividade individual). Exemplo: Você separou o lixo,
jogue outra vez (positiva) ou Você não
separou o lixo, descanse uma rodada (negativa).
Aqui vale pesquisar nos textos estudados em sala de aula (abaixo), no livro
de Ciências (tipos de lixo; saneamento básico, poluição e contaminação
ambiental), relembrar o curta-metragem (Ilha das Flores) e se inspirar nas
imagens utilizadas na motivação antes da leitura do artigo (abaixo);
- Definir o número de jogadores por equipe (coletivamente): trios ou
quartetos;
- Confecção das “casas” utilizando folhas de papel tamanho A4, de forma artística e criativa utilizando materiais (não orgânicos) descartados em aula e coletados no ambiente escolar. As “casas” serão numeradas de 1 a 50.
Três
regras são pré-elaboradas pela professora:
RECURSOS
NECESSÁRIOS:
- Tesouras; Folhas A4; Colas; Canetinhas Hidrocor; Livro didático; Revistas para recorte; Materiais reutilizáveis de pequeno porte que possam ser colados em papel (encontrados na sala de aula ou no ambiente escolar); Lápis; Apontadores; Cadernos dos alunos (para consulta); Livro didático de Ciências (para consulta); Imagens relacionadas com as temáticas do lixo, da fome e do desperdício de alimentos; Artigo “Desperdício de Alimentos: um problema que podemos evitar”; Lista com ações positivas e negativas correspondentes aos números das “casas”; Lista com perguntas avulsas para as “casas” com símbolo da reciclagem e para a “casa FIM”.
(Artigo)
Desperdício de Alimentos: O Problema que Podemos Evitar[1]
Guloso e Saudável[2]
Estudo da FAO[3] diz que mais de 870 milhões
de pessoas passam fome enquanto que 1 milhão e 300 mil toneladas de alimentos
são desperdiçadas anualmente no mundo. Esses alimentos, que poderiam minimizar
em parte a fome desses milhões de pessoas, vão parar no lixo.
Segundo a Comissão Europeia, na Europa são jogadas
fora 89 milhões de toneladas de alimentos em boas condições, o que representa
179 quilos por habitante por ano. Acredita-se que se o estudo fosse mais
minucioso e incluísse toda a cadeia agroalimentar, as perdas chegariam a 50% do
produzido de alimentos saudáveis e comestíveis! Então, nesse momento vem a
dúvida: os alimentos foram criados para serem comidos ou para serem jogados no
lixo?
O Problema no
Brasil
No Brasil, investiu-se maciçamente em tecnologia e
atualmente ele está entre os 10 maiores produtores de alimentos no mundo,
estando entre o grupo dos mais competitivos, mas ainda não é o suficiente para
acabar com um problema básico: o desperdício de alimentos ao longo da cadeia de
produção.
O Brasil está entre os países que mais desperdiçam
comida no mundo. Estamos falando de cerca de 10 milhões de toneladas de
alimentos jogados fora ou aproximadamente 35% de toda a produção agrícola vai
para o lixo! Infelizmente esses alimentos desperdiçados não estão na mesa dos
30 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Com base em estudos
do Serviço Social do Comércio (SESC), R$12 bilhões em alimentos são jogados
fora diariamente, uma quantidade suficiente para garantir café da manhã, almoço
e jantar para 39 milhões de pessoas!
O desperdício
em casa
Como se não fosse o suficiente todo o desperdício
existente desde a produção até alcançar o consumidor, esse desperdício, muito
frequentemente, se repete na casa das pessoas. Segundo estudos do Instituto
Akatu, ONG dedicada à disseminação do consumo consciente, cada família
brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra no período de uma
semana. Isso, em números, representa US$1 bilhão, dinheiro suficiente para
alimentar 500 mil famílias. Não só temos a perda de alimentos que se estragam,
mas também há o prejuízo financeiro.
Nada tem de complicado nos aproximar do desperdício
zero, basta haver predisposição, imaginação, boa vontade para aproveitarmos bem
os alimentos e saber que estamos a minimizar a fome no mundo (fazendo a nossa
parte). E é claro, estamos, além disso, poupando dinheiro e evitando o aumento
do custo dos alimentos!
O lixo e a pobreza
Os graves problemas ambientais que encontramos
nas cidades do chamado Terceiro Mundo e até mesmo nos países desenvolvidos
são consequência de um crescimento urbano que destrói não só o meio
ambiente, mas a própria sociedade. Esses problemas ambientais afetam a
todos nós, mas atingem principalmente as camadas mais pobres da população –
estas são as que mais perdem em segurança e saúde.
No Brasil, a degradação do meio ambiente está
relacionada também com a pobreza nas cidades. Um número cada vez maior de
famílias pobres, que não têm nenhuma outra opção de moradia, ocupa o solo
urbano em áreas de proteção de mananciais, fundos de vales, margens de rios
e lixões, contribuindo para que rios, lagos, represas e mares se
transformem progressivamente em depósitos de todo o tipo de resíduo. As áreas
verdes e as matas ciliares estarão destruídas e, com isso, deixam de
proteger e realimentar as águas subterrâneas.
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Responsabilidade
Ambiental
“Responsabilidade
Ambiental é um conjunto de atitudes, individuais ou empresarias, voltado
para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas atitudes
devem levar em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio
ambiente na atualidade e para as gerações futuras, garantindo a
sustentabilidade”
Exemplos
de atitudes que envolvem a responsabilidade ambiental empresarial:
- Criação e implantação
de um sistema de gestão ambiental na empresa.
- Tratar e reutilizar a
água dentro do processo produtivo.
- Criação de produtos que
provoquem o mínimo possível de impacto ambiental.
- Dar prioridade para o
uso de sistemas de transporte não poluentes ou com baixo índice de
poluição. Exemplos: transporte ferroviário e marítimo.
- Criar sistema de
reciclagem de resíduos sólidos dentro da empresa.
- Treinar e informar os
funcionários sobre a importância da sustentabilidade.
- Dar preferência para a
compra de matéria-prima de empresas que também sigam os princípios da
responsabilidade ambiental.
- Dar preferência, sempre
que possível, para o uso de fontes de energia limpas e renováveis no
processo produtivo.
- Nunca adotar ações que
possam provocar danos ao meio ambiente como, por exemplo, poluição de rios
e desmatamento.
Que
exemplos de atitudes de responsabilidade ambiental individual nós poderíamos
citar?
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