quinta-feira, 11 de julho de 2013

JOGO DE CIÊNCIAS - "DE OLHO NO FUTURO"

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO – DEPARTAMENTO DE ENSINO E CURRÍCULO
DISCIPLINA: EDU 02074 - SEMINÁRIO DE DOCÊNCIA: Saberes e Constituição da Docência (6 aos 10 anos ou EJA)
PROFESSORAS: CLARICE SALETE TRAVERSINI E SANDRA DOS SANTOS ANDRADE
DISCENTE: KÁTIA MARIA FAGUNDES DA SILVA
RECORTE DO PLANEJAMENTO SEMANAL DA PRÁTICA DOCENTE
Porto Alegre
1º Semestre
2013
 
ATIVIDADE PROPOSTA DURANTE A SEMANA DE PRÁTICA DOCENTE EM UMA ESCOLA ESTADUAL LOCALIZADA NA ZONA NORTE DE PORTO ALEGRE EM UMA TURMA DE 5º ANO – TURMA 520 (24 alunos entre 10 e 13 anos – 14 meninas e 10 meninos) – 2013/1.

 

JOGO DE TABULEIRO - “DE OLHO NO FUTURO” - (nome escolhido pelos alunos da turma 520).

Os alunos munidos de sacos plásticos deverão coletar papéis de bala que encontrarem no ambiente escolar e na sala de aula, bem como algum outro resíduo desde que o mesmo não seja orgânico ou que não esteja sujo com material orgânico. Serão utilizados para a produção artística das “casas” (subdivisões da trilha) do tabuleiro do jogo.

A turma irá elaborar as regras do nosso jogo de Ciências utilizando as seguintes etapas:

  • Criação do título do jogo (coletivamente): excluindo o titulo “Preservação Ambiental”;
  • Elaboração das ações positivas e negativas para corresponderem aos números das “casas” (atividade individual). Exemplo: Você separou o lixo, jogue outra vez (positiva) ou Você não separou o lixo, descanse uma rodada (negativa). Aqui vale pesquisar nos textos estudados em sala de aula (abaixo), no livro de Ciências (tipos de lixo; saneamento básico, poluição e contaminação ambiental), relembrar o curta-metragem (Ilha das Flores) e se inspirar nas imagens utilizadas na motivação antes da leitura do artigo (abaixo);
  • Definir o número de jogadores por equipe (coletivamente): trios ou quartetos;
  • Confecção das “casas” utilizando folhas de papel tamanho A4, de forma artística e criativa utilizando materiais (não orgânicos) descartados em aula e coletados no ambiente escolar. As “casas” serão numeradas de 1 a 50.

Três regras são pré-elaboradas pela professora:


*      Algumas casas terão símbolos da reciclagem correspondendo a uma pergunta (que não estará visível para os educandos). Conforme a resposta da equipe, ela poderá avançar duas casas se a resposta for adequada e retornar duas casas se não responder adequadamente ou não souber responder. Neste caso indicará outra equipe para responder, se essa não responder adequadamente ou não souber, ela indicará outra equipe para responder e assim acontecerá sucessivamente até uma equipe acertar a questão mais precisamente. Caso nenhuma equipe consiga responder, a professora responderá a questão.

*      Outra regra será destinada à equipe que cair em uma casa de ação negativa. Terá a chance de avançar duas casas caso indique pelo menos um prejuízo ao meio ambiente ou à saúde do ser humano decorrente daquela ação negativa.

*      A terceira regra corresponde à chegada ao “FIM”. A equipe só será vencedora se responder adequadamente a pergunta correspondente a esta “casa”, caso contrário voltará o número de “casas” que tirou no dado antes de chegar até ela.


RECURSOS NECESSÁRIOS:


  • Tesouras; Folhas A4; Colas; Canetinhas Hidrocor; Livro didático; Revistas para recorte; Materiais reutilizáveis de pequeno porte que possam ser colados em papel (encontrados na sala de aula ou no ambiente escolar); Lápis; Apontadores; Cadernos dos alunos (para consulta); Livro didático de Ciências (para consulta); Imagens relacionadas com as temáticas do lixo, da fome e do desperdício de alimentos; Artigo “Desperdício de Alimentos: um problema que podemos evitar”; Lista com ações positivas e negativas correspondentes aos números das “casas”; Lista com perguntas avulsas para as “casas” com símbolo da reciclagem e para a “casa FIM”.
 
TEXTOS:

(Artigo)

Desperdício de Alimentos: O Problema que Podemos Evitar[1]


Guloso e Saudável[2]

Estudo da FAO[3] diz que mais de 870 milhões de pessoas passam fome enquanto que 1 milhão e 300 mil toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente no mundo. Esses alimentos, que poderiam minimizar em parte a fome desses milhões de pessoas, vão parar no lixo.

Segundo a Comissão Europeia, na Europa são jogadas fora 89 milhões de toneladas de alimentos em boas condições, o que representa 179 quilos por habitante por ano. Acredita-se que se o estudo fosse mais minucioso e incluísse toda a cadeia agroalimentar, as perdas chegariam a 50% do produzido de alimentos saudáveis e comestíveis! Então, nesse momento vem a dúvida: os alimentos foram criados para serem comidos ou para serem jogados no lixo?

O Problema no Brasil


No Brasil, investiu-se maciçamente em tecnologia e atualmente ele está entre os 10 maiores produtores de alimentos no mundo, estando entre o grupo dos mais competitivos, mas ainda não é o suficiente para acabar com um problema básico: o desperdício de alimentos ao longo da cadeia de produção.

O Brasil está entre os países que mais desperdiçam comida no mundo. Estamos falando de cerca de 10 milhões de toneladas de alimentos jogados fora ou aproximadamente 35% de toda a produção agrícola vai para o lixo! Infelizmente esses alimentos desperdiçados não estão na mesa dos 30 milhões de brasileiros que vivem abaixo da linha da pobreza. Com base em estudos do Serviço Social do Comércio (SESC), R$12 bilhões em alimentos são jogados fora diariamente, uma quantidade suficiente para garantir café da manhã, almoço e jantar para 39 milhões de pessoas!


O desperdício em casa

 
Como se não fosse o suficiente todo o desperdício existente desde a produção até alcançar o consumidor, esse desperdício, muito frequentemente, se repete na casa das pessoas. Segundo estudos do Instituto Akatu, ONG dedicada à disseminação do consumo consciente, cada família brasileira desperdiça, em média, 20% dos alimentos que compra no período de uma semana. Isso, em números, representa US$1 bilhão, dinheiro suficiente para alimentar 500 mil famílias. Não só temos a perda de alimentos que se estragam, mas também há o prejuízo financeiro.

Nada tem de complicado nos aproximar do desperdício zero, basta haver predisposição, imaginação, boa vontade para aproveitarmos bem os alimentos e saber que estamos a minimizar a fome no mundo (fazendo a nossa parte). E é claro, estamos, além disso, poupando dinheiro e evitando o aumento do custo dos alimentos!


 
O lixo e a pobreza
 
Os graves problemas ambientais que encontramos nas cidades do chamado Terceiro Mundo e até mesmo nos países desenvolvidos são consequência de um crescimento urbano que destrói não só o meio ambiente, mas a própria sociedade. Esses problemas ambientais afetam a todos nós, mas atingem principalmente as camadas mais pobres da população – estas são as que mais perdem em segurança e saúde.
No Brasil, a degradação do meio ambiente está relacionada também com a pobreza nas cidades. Um número cada vez maior de famílias pobres, que não têm nenhuma outra opção de moradia, ocupa o solo urbano em áreas de proteção de mananciais, fundos de vales, margens de rios e lixões, contribuindo para que rios, lagos, represas e mares se transformem progressivamente em depósitos de todo o tipo de resíduo. As áreas verdes e as matas ciliares estarão destruídas e, com isso, deixam de proteger e realimentar as águas subterrâneas. 
 

Responsabilidade Ambiental
 
Responsabilidade Ambiental é um conjunto de atitudes, individuais ou empresarias, voltado para o desenvolvimento sustentável do planeta. Ou seja, estas atitudes devem levar em conta o crescimento econômico ajustado à proteção do meio ambiente na atualidade e para as gerações futuras, garantindo a sustentabilidade”
 
Exemplos de atitudes que envolvem a responsabilidade ambiental empresarial:
 
- Criação e implantação de um sistema de gestão ambiental na empresa.
- Tratar e reutilizar a água dentro do processo produtivo.
- Criação de produtos que provoquem o mínimo possível de impacto ambiental.
- Dar prioridade para o uso de sistemas de transporte não poluentes ou com baixo índice de poluição. Exemplos: transporte ferroviário e marítimo.
- Criar sistema de reciclagem de resíduos sólidos dentro da empresa.
- Treinar e informar os funcionários sobre a importância da sustentabilidade.
- Dar preferência para a compra de matéria-prima de empresas que também sigam os princípios da responsabilidade ambiental.
- Dar preferência, sempre que possível, para o uso de fontes de energia limpas e renováveis no processo produtivo.
- Nunca adotar ações que possam provocar danos ao meio ambiente como, por exemplo, poluição de rios e desmatamento.
 
Que exemplos de atitudes de responsabilidade ambiental individual nós poderíamos citar?
 
 FIGURAS:
 

 
 
 

 

 

 



[1] Publicado em 12/01/13.
[2] Proprietários do Blog no qual foi publicado o artigo.
[3] Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

Nenhum comentário:

Postar um comentário