quinta-feira, 11 de julho de 2013

MAQUETE PARA TURMA EJA – TOTALIDADE 1 E 2 (Diulia, Jéssica e Valeska)


UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL
FACULDADE DE EDUCAÇÃO
EDU 02064 – CIÊNCIAS SÓCIO-HISTÓRICAS
PROFA. ROSELANE ZORDAN COSTELLA

Grupo de Trabalho: Diulia Fransesquete, Jéssica Freitas e Valeska de Lima

MAQUETE PARA TURMA EJA – TOTALIDADE 1 E 2

COMPLEXIDADE: MORRO DA EMBRATEL

Desafios referentes aos problemas sociais enfrentados na região, tais como:
·         A existência de “gatos” na rede elétrica – orientar os alunos à reflexão sobre o custo de se ter luz elétrica em casa, no bairro ou comunidade. Qual a importância desta forma de iluminação para a vida contemporânea? Como é ou como seria a realidade das pessoas que não dispõem de iluminação elétrica no local de moradia? Quais as implicações de se ter uma fiação clandestina (os “gatos”) em casa? Por quê?
·         Reflexão sobre o crescimento desordenado das cidades. Questionamentos sobre a construção de casas irregulares em terrenos públicos, chamados de “área verde”. O que leva boa parte da população de uma cidade a ocupar estes espaços públicos e, normalmente, de risco.
·         Reflexão sobre o contraste entre a escola pública e a escola particular do bairro. Na maquete, podemos perceber o quanto elas estão próximas. Quem são os alunos que frequentam cada uma delas? Quais suas relações com o espaço próximo? De onde estes alunos vêm? Onde moram? Como se deslocam para chegar na escola?
·         Desafios sobre a maior referência observada: as antenas da Embratel. Qual sua função? Em que época foram erguidas? Por qual motivo? O morro onde estão localizadas já foi um ponto turístico, porque hoje não são mais. Será devido às antes ou ao crescimento desordenado em seu entorno? Este morro onde as antenas estão localizadas de que solo será composto? Que rochas são observadas em sua extensão? Estando no topo do morro, o que observamos a leste, sul, oeste e norte?

Uma semana na EJA


Prática Pedagógica 5° ano


Apresentação Ellen e Stephanie


Artigo - Raquel e Michele

Disciplina: O Conflito Como Uma Oportunidade de Diálogo

Michele Pacheco; Raquel Alves

Resumo
O presente artigo procura investigar os conflitos e as formas de imposição e construção da disciplina, regras e limites dentro da sala de aula. Teve como principais aportes teóricos os autores FLORES e ANTÚNEZ.  Procurou investigar como professores e alunos lidam com o conflito, constroem e/ou impõem as regras e limites em sala de aula, e quais as formas de resolução de conflitos adotadas por professores e alunos. Trata de reflexões acerca da observação do cotidiano de uma turma de 5º ano de uma escola estadual de Porto Alegre, onde o diálogo, reflexão e participação na eleição e construção de regras/normas aparecem como uma forma positiva de resolução de conflitos. Caracterizando-se então como uma experiência de enriquecimento mútuo, de aprendizagem, crescimento e amadurecimento, em que a partir dele possa se estabelecer  relações de dialogo, organização, participação, reflexão e compreensão de normas disciplinares. A relação com o conflito ganha novas abordagens e possibilidades, assim contribuindo para a construção de uma nova disciplina, baseada na participação e no dialogo.

Palavras-chave: Disciplina; Conflitos; Dialogo; Participação; Autonomia;

INTRODUÇÃO

O tema que norteia esse artigo é a Disciplina: conflitos, regras e limites na sala de aula. Procuramos investigar os conflitos e as formas de imposição e construção da disciplina, regras e limites em uma sala de aula, pelos professores e alunos. Nossa pesquisa concentra-se no seguinte problema: Como professores e alunos lidam com o conflito, constroem e/ou impõem as regras e limites em sala de aula? Quais as formas de resolução de conflitos adotadas por professores e alunos?  Pretendemos responder essas questões com a observação do cotidiano de uma turma do 5º ano de uma escola estadual, atentando para a relação professor-aluno, aluno-aluno, as regras impostas e construídas por ambos, os conflitos recorrentes e formas de resolução dos mesmos.
Entre os autores que já se dedicaram a essa mesma temática, adotamos os conceitos trazidos por Antúnez (2002). Tal autor destaca a maneira como a criança descobre seus limites, facilitações de canais de escape, sempre enfatizando que a base de qualquer resolução de conflitos deve ser feita de maneira acolhedora. As crianças só tendem a aprender com estes processos, em que todas elas passarão. A criança precisa entender o motivo pelo qual ela não deve agir desta maneira, sendo o adulto um facilitador deste entendimento.
Nesta fase, os alunos estão tentando resolver seus problemas de maneira civilizada, recorrendo menos ao papel da professora, para que ele resolva seus problemas ou conflitos sozinhos. Como Sabrina Bezerra Flores (2010) destaca saber verbalizar seus sentimentos é fundamental para a melhoria da qualidade das relações entre os próprios alunos, desenvolvendo a habilidade de dialogar para que assim consigam expor seus sentimentos, desejos, vontades, pensamentos.
Iremos nos valer dos conceitos de disciplina, conflitos, diálogo, participação e autonomia. Os métodos adotados envolvem elaboração de um roteiro de observação em uma turma de 5º ano, observação com registros no diário de campo e pesquisa bibliográfica.

Vivenciando o conflito, construindo disciplina

Nosso interesse por esta temática foi iniciado a partir da observação de uma turma de 5º ano de uma escola estadual de Porto Alegre. A primeira impressão que tivemos quando entramos na sala de aula e nos deparamos com as classes todas enfileiras, foi a de que ali havia um rígido disciplinamento dos corpos. No decorrer das aulas, percebemos que estávamos erradas. A organização da sala não impede que os alunos interajam uns com os outros. A turma possui regras, que foram eleitas por eles, como “não falar palavrão”, “conversar, não brigar”, a conversa é permitida, desde que em tom baixo; caminhadas pela sala, seja para solicitar a ajuda do colega, pedir algum material emprestado ou apenas para passear, “esticar as pernas”. O que a professora exige é a realização das atividades. Quando ela percebe que a movimentação dos alunos ultrapassou os limites permitidos, chama a atenção da turma, que respondem rapidamente a sua solicitação.
A professora caminha pela sala, mas não circula entre os alunos, geralmente fica na frente, sua relação/vínculo com os alunos é de respeito, são raras as demonstrações de afeto, como abraços, beijos e toques.
Presenciamos cenas muito interessantes e novas para nós. Ocorreram duas situações em que a professora precisou se ausentar da sala. Com isto o nível de conversas, risadas e a circulação dos alunos entre as classes aumentaram, junto com brincadeiras agitadas e algumas discussões. Imaginamos que isto aconteceria e ficamos observando as reações da turma. Nisto percebemos que as duas líderes da turma, sentadas a uma distância de duas fileiras uma da outra, se olharam e levantaram, dirigiram-se até a frente da turma e cruzaram os braços. Em meio ao murmúrio consegui ouvir o que elas diziam para os colegas: “o que foi que nós conversamos?”. Aos poucos, mas de certo modo rapidamente, as crianças foram retornando aos seus lugares e reduzindo o tom das conversas, ficamos perplexas!
Num outro momento, o olhar e a fala das líderes não foi suficiente, houve a necessidade de que elas anotassem no quadro, com caneta vermelha, os nomes dos colegas que não obedeciam aos seus pedidos de silêncio e ordem. Assim que eles iam percebendo que seus nomes estavam no quadro, questionavam, tentavam se defender e retornavam às suas classes, inclusive pedindo que o nome de outros colegas também fosse anotado. Nestas duas situações, quando a professora retornou à sala, lhe foi passado um relatório a respeito do que acontecera durante sua ausência. Imaginamos que a professora fosse xingar os alunos e dizer um sermão, mas para nossa surpresa, ela preferiu ressaltar que, devido aos alunos terem elegido as duas meninas como líderes da turma, então eles deviam respeito à elas, fazendo-os pensar em suas escolhas e no que é autoridade, e não autoritarismo.
           A escola tradicional normalmente busca combater o conflito, evitando-o, condenando e punindo. Enfrenta todo e qualquer conflito como falta de disciplina. No entanto a escola democrática o vê através de outro viés. A respeito Antúnez (2002, p.67) nos diz que “o conflito é um momento singular e privilegiado da dinâmica interpessoal ou institucional que deve ser aproveitado e do qual se deve tirar o máximo de todo jogo educacional que traz implícito”.
           Assim o conceito conflito passa a ser entendido não como algo de caráter somente negativo, de desordem e não educativo, mas como uma experiência de aprendizagem, crescimento e amadurecimento, onde a partir dele possa se estabelecer relações de dialogo, organização, participação, reflexão e compreensão de normas disciplinares.

No que se refere à disciplina e a participação, a escola teria de optar por uma organização que valorizasse a critica, o dialogo e a participação de todos. Os critérios dessa organização deverão ser aqueles que favoreçam a autonomia pessoal, o diálogo e a possibilidade de critica, que tornem possível uma convivência coletiva justa para todos.  (ANTÚNEZ, 2002, p.66)

Esta nova forma de visualizar o conflito dentro da escola, legitima o aluno como sujeito democrático, responsável e autônomo. Quando o aluno se vê como sujeito atuante em seu meio, podendo dar suas opiniões e confrontar seus interesses, construir e eleger as regras/normas que considera importante para a convivência, tendo no professor um condutor dessas experiências, a disciplina na escola passa a ser (re) significada.

Se realmente queremos uma escola participativa, onde o diálogo e a confiança mútua sejam um valor e um procedimento, se queremos que a convivência, a disciplina e o conflito não sejam apresentados como problemas, mas como oportunidades educacionais únicas, as estruturas que presidem a vida escolar devem ser participativas e a escola há de ser “nossa”, de todos.
(ANTÚNEZ, 2002, p. 71)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O conflito está presente diariamente dentro da escola. E a maneira de trata-lo vem ganhando novas abordagens. A forma recorrente de resolução de conflitos com castigos, agressões, gritos etc., vem nos mostrando ser cada vez mais ineficazes e ultrapassadas. Enquanto que a conversa, o dialogo, a participação e autonomia dos alunos ganha cada vez mais força nessas experiências. Quando os alunos internalizam as normas, criam, recriam e interferem nas mesmas, conversam e expõem seus pensamentos a disciplina na escola passa a fazer mais sentido, pois não é algo imposto, mas sim construído por todos.
Na turma observada, por exemplo, percebemos que a conduta da professora nos momentos de conflitos era levar os alunos a pensarem, reavaliarem suas escolhas e atitudes e as regras eleitas pelos próprios, assim como as possíveis consequências de seus atos. Os alunos por sua vez aparentavam ter uma boa receptividade a intervenção, embora acreditamos que houve uma carência de dialogo entre os alunos. As conversas posteriores às intervenções aconteciam, mas timidamente.
O diálogo é um exercício, como destaca a autora Flores (2010), só se aprende a conversar, conversando, tarefa essa que parece fácil, mas que pode se tornar difícil. Só se aprende a solucionar e se relacionar com o conflito, vivenciando o mesmo.

Quando priorizamos a comunicação através da linguagem oral são visíveis as mudanças através das ouras linguagens utilizadas também para se comunicar. Esse aprendizado é uma construção, e, com o tempo exercício da palavra, as crianças vão aprendendo a manifestarem-se e vão construindo o aprendizado de que isso é significativo para os outros ao seu redor e para si próprios.
 ( FLORES, 2010, p.10)

Nessas experiências há um engrandecimento mútuo, se trata de um desenvolvimento pleno dos indivíduos para a vida em sociedade, pois o conflito está presente no cotidiano, na vida de todo individuo dentro e fora da escola. Se for oportunizado ao aluno desde o inicio de sua escolarização uma experiência de resolução de conflito tendo como base o diálogo, a participação e a autonomia os resultados na sociedade e na escola tendem a serem enriquecedores.
REFERÊNCIAS


FLORES, Sabrina Bezerra. Trabalho de Conclusão de Curso. Roda de conversa e Resolução de Conflitos na Educação Infantil. UFRGS-RS, 2010.



ANTUNEZ, Serafín. Disciplina e convivência na instituição escolar/Serafín Antúnez...[et al]; trad. Daisy Vaz de Moraes. - Porto Alegre: ArtMed Editora, 2002.

Planejamento - Raquel e Michele / Festividades Juninas

QUADRO PARA PLANEJAMENTO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO SEMANAL DAS ATIVIDADES
Dia da semana
2ª feira
3ª feira
4ª feira
5ª feira
6ª feira
Roteiro das atividades
- Apresentação;

- Motivação Prévia: perguntas de sondagem;

- Leitura silenciosa do texto “As raízes profanas de São João”;

- Leitura oral do texto “As raízes profanas de São João”, e questionamentos;

- Exercícios de interpretação textual no quadro;

- Palavras desconhecidas  do texto/uso do dicionário;

- Ditado de imagens, correção entre os alunos;

- Diário de bordo.






- Foto do pintor Alfredo Volpi;

- Documentário “Especial Volpi”, da TV Cultura;

- Texto adaptado da biografia do pintor Alfredo Volpi;

- Palavras desconhecidas do texto/uso do dicionário;

- Apresentação de algumas obras do pintor Alfredo Volpi (questionamentos e inferências dos alunos);

- Curiosidades sobre Alfredo Volpi, conversação;

- Receitas juninas (em duplas)/Quitutes de São João;

- Problemas matemáticos;

- Exercícios de análise textual, no quadro;

- Diário de bordo.
- Informações gerais sobre o perigo dos fogos de artifício, balões e fogueiras;

- Visualização de imagens : Festas Juninas - Perigos

- Estudo do vocabulário;

- Produzindo noticias;

- Curiosidades sobre Alfredo Volpi, conversação;

- Poesia “Noite de São João”, de Décio Valente;

- Brincadeira: declamação diversificada;

- Questionamentos e inferências dos alunos: Sons do R/RR;

- Quadro/Cartaz: Regras R/RR;

- Inventando palavras com as regras do uso do R;

- Tema de casa: ilustração da poesia;

-Diário de bordo.
- Relembrando a técnica usada pelo pintor Alfredo Volpi;

- Produção de nossas próprias tintas;

- Pintura coletiva;

- Apresentação das pinturas;

- Exposição “ALFREDO VOLPI NOS DEU A IDEIA DE COMO PINTAR!”;

- Folha de cruzadinha;

- Problemas matemáticos (no quadro) ;

- Curiosidades sobre o pintor Alfredo Volpi, conversação;

- Instruções de como fazer bandeirinhas;

- Questionamentos orais sobre as instruções;

- Confecção de bandeirinhas;

- Decoração da sala;

- Diário de bordo.
- Relembrando as danças típicas das festividades juninas;

- Curiosidades sobre o autor Alfredo Volpi, conversação;

- Texto: “Aprenda a dançar os passos mais importantes da quadrilha”;

- Dançando quadrilha;

- Brincadeiras típicas das festas juninas: corrida dos sacos e corrida do ovo na colher;

- Diário de bordo;

- Festa junina (organizada pelos alunos e professoras);

- Encerramento.
Observações








 PLANEJAMENTO

Conteúdos: Leitura e Interpretação de texto narrativo, uso do dicionário, origem e características das festividades juninas.

Objetivos Específicos: Conhecer a origem das festas juninas no Brasil;
Ampliar seus conhecimentos quanto às festividades juninas;
Fazer a leitura silenciosa do texto “As raízes profanas de São João”;
Utilizar o dicionário em busca do significado de palavras desconhecidas no texto;
Interpretar as informações contidas no texto;
Discutir sobre as regularidades ortográficas.

Inicialmente iremos nos apresentar aos alunos, informaremos que, durante a semana, seremos suas professoras e que iremos trabalhar muitos conteúdos legais sobre as festas juninas. Também pediremos que cada aluno se apresente, dizendo seu nome e idade.

Atividade:
Motivação Prévia: A Michele fará perguntas de sondagem sobre os conhecimentos prévios dos alunos em relações as festividades juninas, “como são comemoradas as festas juninas em sua cidade? (Porto Alegre e região metropolitana), Vocês sabem como elas surgiram no Brasil? Por que elas são comemoradas no mês de junho? Quais são os pratos típicos destas festas? Que danças são comuns numa festa junina?”. Enquanto isso a Raquel irá distribuir palavras aleatoriamente para alguns alunos, as palavras serão: pescaria, paspalhão, quadrilha, bandeirinhas, bolo de fubá, pamonha, pipoca, canjica, lanternas de papel, pé-de-moleque, pau de sebo, cadeia, beiju, balão, boca do palhaço, pinhão, quentão, barraquinhas. Terminada a discussão a Raquel perguntará quais palavras se referem as danças, as comidas, as brincadeiras e os enfeites característicos de uma festa junina pedirá para que os alunos um de cada vez encaixem as palavras que possuem no quadro na categoria correspondente: Danças, Brincadeiras, Pratos típicos, Enfeites.
Para contextualizar um pouco da origem das festas juninas no Brasil, será distribuído o texto “As raízes profanas de São João”, numa versão adaptada por nós da revista Superinteressante para os alunos realizarem leitura silenciosa.

As raízes profanas de São João
Quando o Vaticano instituiu, no século VI, o dia 24 de junho para a comemoração do nascimento daquele que batizou Cristo, os povos europeus já celebravam, com grandes fogueiras, a chegada do calor e do sol. “Os cultos pagãos eram rituais de abundância e fertilidade”, diz a professora Maria Lúcia Montes, antropóloga da Universidade de São Paulo. “Havia sacrifício de animais e oferendas de cereais para afastar os demônios da esterilidade, das pestes agrícolas e da estiagem”. O cristianismo, na verdade, apenas “converteu” uma tradição pagã em festa católica.
Em Portugal, as comemorações foram ampliadas no século XII, incluindo o dia de nascimento de Santo Antônio de Pádua (que nasceu em Portugal, mas morreu na Itália, no dia 13 de junho de 1195), e o da morte de São Pedro, em 29 de junho. Transportadas para o Brasil Colônia, as festas “pegaram” entre índios e escravos. Descrevendo as celebrações católicas “assimiladas” pelos indígenas, o jesuíta Fernão Cardim escreveu em 1583, em seu Tratado da Terra e da Gente do Brasil: “A mais alegre é a das fogueiras de São João, porque suas aldeias ardem em fogo e, para saltarem as fogueiras, não os estorva a roupa, ainda que algumas vezes chamusquem o couro”.
Com a chegada da Família Real portuguesa, que se transferiu para o Brasil fugindo de Napolão, na Europa, as festas juninas tomaram novo rumo. Não demorou muito, as contradanças (dança de casais que trocavam de pares) saíram dos salões nobres para as festas populares. Casamentos, batizados, festas juninas, festas de padroeira e muitas outras passaram a ser comemoradas com a dança.
A partir de 1930, quando o nacionalismo de Vargas estimulou a busca de uma identidade cultural brasileira, as quadrilhas foram revalorizadas. Segundo o antropólogo Renato da Silva Queiroz, da USP, “junto com a temática do homem do campo surgiu a dança caipira que nada mais é do que a quadrilha de origem aristocrática com adaptações”.
(SUPERINTERESSANTE, Nhá-história do arraiá. São Paulo: Abril, 93, ed., ano 9, n. 6, jun, 1995, p. 26-27). 

Passados cerca de 10min, a Michele realizará leitura oral, com os alunos acompanhando o texto. Em seguida, fará alguns questionamentos sobre a interpretação do texto, “o que os europeus comemoravam, no mês de junho, antes do cristianismo? Como eram essas celebrações? Que povo trouxe a festa junina para o Brasil? De que maneira? Perceberam que estas celebrações possuem ligação religiosa? O que é cristianismo?” e após fará um levantamento de palavras desconhecidas do texto, buscando esclarecer algumas das palavras com os alunos e as que não forem ficarão anotadas no quadro para posterior consulta no dicionário.
Após a Raquel escreverá três exercícios no quadro para serem copiados no caderno:
1.     Escreva as datas em que são realizadas as seguintes celebrações católicas:
Santo Antônio -
São João -
São Pedro -
2.     Que palavras do texto você desconhece? Consulte no dicionário.
3.     Encontre no texto a descrição do jesuíta Fernão Cardim sobre as celebrações católicas assimiladas pelos indígenas.
a)     Copie o trecho:
b)    Reescreva o trecho, usando suas palavras.

Assim que os alunos finalizarem a atividade, a Raquel pedirá voluntários para ler o significado encontrado no dicionário. E outros para lerem sua reescrita.

Ditado de imagens:
A Raquel entregará para cada aluno a folha do ditado:






Enquanto isso, a Michele irá explicar como funciona o ditado: não será utilizada a fala, apenas serão mostradas imagens e os alunos deverão escrever o nome da figura na folha, podem escrever o que estiverem vendo, se não tiverem certeza escrevam mesmo assim, depois, na correção, veremos as palavras que apareceram.
Imagens utilizadas:
(balão, pinhão, milho, quadrilha, fogueira, pipoca, bandeirinhas).
A Michele encaminhará a correção do ditado no quadro. Os alunos deverão trocar de ditado com o colega do lado, para que este possa corrigir suas palavras. Na palavra quadrilha pode ser que surjam outras escritas, como dança, meninos, meninas, roda... As hipóteses dos alunos não serão descartadas, cada um escreverá o que acha que a figura representa. Na correção conversaremos sobre as possibilidades e a turma decidirá se a palavra pode ser aceita ou não.

Avaliação da aprendizagem: Diário de bordo.
Cada aluno receberá cinco folhas pela metade de ofício grampeada, formando um bloco. Explicaremos que, cada um terá seu diário de bordo. Nos momentos estipulados pelas professoras, ao longo da semana, deverão escrever suas aprendizagens, curiosidades, interesses, satisfações, decepções, frustrações, anseios que surgiram durante as aulas. Quem quiser terá a oportunidade de ler seu escrito, comentar, para vermos se as aprendizagens e sentimentos foram parecidos ou não. O diário ficará diariamente na sala. Na sexta-feira cada aluno fará uma capa para seu diário com desenhos e dados de identificação.
Colocaremos a data e os objetivos que queremos avaliar em cada dia da semana a última folha anexada na sexta, juntamente com nossas aprendizagens com eles e mensagem de agradecimento. (Pediremos o bloco emprestado para apresentação na mostra.)

Recursos utilizados: texto “As raízes profanas de São João”, folha de ditado, quadro, dicionário, imagens juninas.

Conteúdos:
Biografia do pintor Alfredo Volpi;
As operações matemáticas de adição, subtração, divisão e multiplicação;
Comidas típicas das festas juninas;
Sinais de pontuação;
Pronomes.

Objetivos específicos:
Conhecer a biografia do pintor Alfredo Volpi;
Identificar características marcantes das obras de Alfredo Volpi: linhas, formas, cores e outros elementos artísticos;
Identificar a estrutura do gênero textual “receitas”;
Exercitar o raciocínio matemático utilizando as quatro operações matemáticas em situações problema;
Perceber a importância da coletividade no desenvolvimento do trabalho em grupo;
Identificar a vírgula como sendo um sinal de pontuação, compreender sua função numa sequência de palavras;
Identificar o uso e a função de pronomes em frases;
Utilizar o dicionário em busca do significado de palavras desconhecidas do seu vocabulário.

7h50min - Atividade:
Motivação Prévia: A Michele dirá aos alunos que estudaremos sobre um pintor que tem certa relação com as atividades juninas. Mostrará a foto do Alfredo Volpi (mesma do texto abaixo) e perguntará se alguém o conhece. No data show mostraremos alguns trechos do documentário “Especial Volpi”, da TV Cultura. O vídeo possui informações da biografia do autor e imagens das suas pinturas. A versão online está disponível nos links:
Em seguida, cada aluno receberá o texto adaptado por nós da biografia do pintor Alfredo Volpi para ser lido primeiramente em silêncio e após em voz alta por alunos voluntários (um leitor por parágrafo):
Alfredo Volpi - pintor brasileiro
Description: [creditofoto]
Alfredo Volpi nasceu em Lucca, na Itália, em 14 de abril de 1896. Veio para o Brasil, no ano seguinte, com os pais, que emigraram para São Paulo. Desde pequeno gostava de misturar tintas e criar novas cores. Esse talento o levou a trabalhar como pintor de frisos, florões e painéis nas paredes das mansões paulistanas.
Aos 16, ele pintou sua primeira aquarela. Aos 18 anos de idade, ele pintou sua primeira obra de arte, sobre a tampa de uma caixa de charutos, usando tinta a óleo. Até se firmar como pintor, exerceu vários ofícios, como o de decorador de interiores. Autodidata em artes tornou-se membro do Grupo Santa Helena, nos anos 1940.
Em 1953 ganhou o prêmio de melhor pintor brasileiro, na 2ª Bienal de São Paulo. A partir daí, tornou-se um pintor famoso.
Volpi criou sua própria linguagem na pintura. Suas obras seriam dominadas pelas cores e pelo estilo abstrato geométrico. Exemplo marcante disso são suas bandeirinhas multicoloridas, que se tornaram sua marca registrada. As formas geométricas começaram nos anos 1970: Volpi preparava várias pinturas parecidas, alterando cores, no que os críticos definem como uma combinação inventiva.
É a fase das bandeirinhas, sua maior contribuição para a arte brasileira moderna, expressa em seu trabalho "Bandeiras e Mastros". Só pintava com a luz do sol e se envolvia totalmente com a criação de sua obra, o que incluía esticar o linho para as telas.
Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca mais usou tintas industriais - "elas criam mofo e perdem vida com o passar do tempo", dizia. Fazia suas próprias tintas, diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol. Alfredo Volpi morreu em 28 de maio de 1988, em São Paulo (SP), aos 92 anos.

(Texto adaptado da biografia do pintor Alfredo Volpi, http://educacao.uol.com.br/biografias/alfredo-volpi.jhtm, último acesso em 22/05/13).

Algumas palavras no texto estão grifadas, os alunos deverão copiá-las no caderno e, com suas palavras ou com o auxílio do dicionário explicar seus significados.
Emigraram: 1. Sair da sua região ou do seu país para se estabelecer noutro. 2. Mudar de região, anual ou periodicamente. Confrontar: imigrar.
Frisos: 1. Parte superior do entablamento entre a cornija e a arquitrave. 2. Barra, filete, cercadura.
Florões: 1. Ornato em forma de flor. 2. Vinheta no fim de um livro ou de um capítulo. 3. Centro ornamental de tecto ou abóbada. 4. [Botânica] Capítulo. 5. Flósculo. 6. [Figurado] Glória; motivo para sentir orgulho legítimo. 7. O que se possui de melhor.
Aquarela: 1. Pintura feita com tintas diluídas em água.2. A própria tinta.
Autodidata: Que ou quem se instrui por si própria; que ou quem é mestre de si mesmo.
Abstrato: 1. Que designa uma qualidade separada do sujeito.2. Difícil de se compreender; distraído; absorto.3. [Aritmética]  Diz-se do número em si (em oposição a concreto). 4. [Gramática] Que designa ideias, qualidades, estados, ações, por oposição a concreto (ex.: nomeabstracto, substantivo abstracto). s.m. 5. O que se considera existente no domínio das ideias e sem base material.
Multicoloridas: Cobrir-se de cores variadas.
Críticos: (criticar) 1. Fazer comentários desfavoráveis a respeito de (pessoas ou coisas).2. Dizer mal de.3. Pôr defeitos em.4. Exercer a crítica.
Linho: 1. [Botânica]  Planta linácea, das regiões temperadas e quentes, empregada como planta têxtil: O linho é cultivado em Portugal, sobretudo nos subúrbios de Guimarães.2. O tecido que se fabrica com as fibras dessa planta: Lençol de linho.
Emulsão: 1. Preparação obtida por divisão de um líquido em glóbulos microscópicos no meio de um outro líquido com o qual não é miscível. 2. Falsa solução de um líquido, geralmente oleoso, no seio de outro líquido. [Fotografia] emulsão fotográfica: Preparação gelatinosa sensível à luz, que cobre os filmes e os papéis fotográficos.
Verniz: 1. Solução da resina em álcool ou em outras substâncias com que se cobre a superfície de certos objectos, para os preservar do ar, da humidade, ou para lhes dar brilho. 2. Nome dado a diversos vegetais que fornecem as resinas com que se faz o verniz, da família das gutíferas.

Impressas em folhas de ofícios, algumas das obras de Alfredo Volpi serão mostradas para a turma:



Festa de São João, década de 1940:
Description: http://peregrinacultural.files.wordpress.com/2011/06/alfredo-volpi-festa-de-sc3a3o-joc3a3o-dc3a9cada-de-40.jpg

Festa de São João:
Description: http://d.i.uol.com.br/album/alfredo_volpi_20_anos_f_004.jpg







Grande Fachada Festiva:
Description: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhyxB1rjUlM_zCYeLRnOKq1FnmnL1TUhpdloVjzm5puHOeD-MCj-k2OGt57uzWoEo0TKNUxZ0aVf5kkbK_kPAV5blBg9zlgzR2G0abBbj4_HqtUsezoqHLlBCpG77NyzDYLA0TA8KPkWQRx/s1600/Grande+fachada+festiva+-+Volpi.jpg

Mastro de São Pedro:
Description: http://d.i.uol.com.br/album/alfredo_volpi_20_anos_f_022.jpg

Sem título (Bandeiras e Mastros):
Description: http://www.bcb.gov.br/htms/galeria/volpi/bandeiras-e-mastro.jpg

Bandeirinhas com mastro e fita:
Description: http://artecostaviana.files.wordpress.com/2012/09/alfredo-volpi-bandeirinhas-com-mastros-e-fitas1.jpg
A partir da observação de cada imagem, a Raquel fará as seguintes perguntas para inferências dos alunos: “O que e quem aparece na cena? Onde podemos encontrar? O que está acontecendo? Alguém já viu, ou presenciou algo parecido com esta imagem? Qual pintura você mais apreciou? Não gostou de alguma? Por quê? O quadro Festa de São João representa uma festa junina gaúcha? Como sabemos qual a diferença? É uma festa de onde?”.
Ao longo da semana sortearemos uma ou duas curiosidades sobre Alfredo Volpi e conversaremos sobre o que nos diz (as “tiras” de papel com as informações estarão dobradas, e dentro de um saco plástico transparente), são elas:

1. Quando Alfredo Volpi chegou a São Paulo, tinha apenas um ano e meio de idade. Nunca se naturalizou, jamais procurou mestres ou instituições de ensino e até o fim da vida não conseguiu dominar o português, falando com bastante sotaque e trocando palavras da língua portuguesa pela italiana.

2. De família simples, era o terceiro de cinco filhos de Giusepina e Ludovico, que montaram um pequeno empório de queijos e vinhos perto de onde moravam, no bairro do Cambuci, Zona Sul de São Paulo. Começou a trabalhar cedo, aos 12 anos, numa gráfica. Com o primeiro salário, comprou uma caixa de aquarelas.

3. Antes de se tornar artista, exerceu os mais vários ofícios: marceneiro, encadernador, tipógrafo e decorador de fachadas.

4. Sua primeira exposição individual foi acontecer somente em 1944, quando tinha 48 anos. Todas as suas obras foram vendidas - uma delas, de tema marítimo, foi comprada pelo escritor e historiador Mário de Andrade.

5. Em 1950, Alfredo Volpi foi convidado a participar da 25ª Bienal de Veneza. Era a primeira vez que voltava ao seu país natal, a Itália.

6. Morou com os pais até se casar em 1942 com Benedita da Conceição, uma garçonete cujo apelido era Judite, seu amor da vida inteira. Foi ela a inspiração da tela Mulata, de 1927. Viveram juntos até a morte dela, em 1972. Teve uma filha, Eugênia Maria e adotaram outros dezenove filhos.

7. Em 1988, dois anos antes de morrer aos 92 anos, Volpi ganhou uma retrospectiva de sua obra (contabilizada em cerca de 3.000 telas) em São Paulo.


9h50min - Lanche.
9h55min/10h05min - Recreio.

10h15min - Atividade em duplas:
Cada dupla escolherá uma receita de comida típica junina, serão elas: paçoquinha de colher, bolo de milho, curau, arroz-doce e pé de moleque.


Rendimento: 15 porções
 

 


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Rendimento: 20 porções
 

Rendimento: 12 porções
 
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Rendimento: 14 porções
 

Rendimento: 16 porções
 
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Após, a Michele fará algumas intervenções, questionando os alunos sobre este portador de texto: “que gênero textual é este? Que tipo de texto? Como sabemos? Que características ele possui que nos permite compreender que é uma receita? Onde encontramos?Como ela está estruturada? O texto é claro e compreensível?”. Enquanto isso, a Raquel distribuirá para cada aluno uma folha, contendo algumas solicitações:
Dupla:
Escolhemos a receita ____________________________________________________
Para fazê-la precisaremos dos ingredientes:



Vamos lá, mãos na massa!
Ela serve _____ pessoas. Quantidade de ingredientes:



Custo:



Montando uma barraquinha, e vendendo 12 porções (R$ 1,50 cada), teremos lucros ou prejuízos?




Entregue as folhas, a Raquel irá propor algumas situações hipotéticas: “digamos que cada dupla resolveu fazer sua receita para toda a turma experimentar. Que operações matemáticas vocês realizarão para calcular a quantidade de ingrediente que utilizarão para que todos degustem a receita, não se esquecendo de verificar o rendimento?”. Ouviremos suas hipóteses e através delas, corrigir ou reafirmar suas falas, mostrando aos alunos que, podemos usar a divisão ou a adição, devido ao rendimento da receita, por exemplo, “se minha receita rende para 3 pessoas, e a turma possui 33 alunos, então precisarei fazer o cálculo 33/3, e perceber que terei que realizar a receita 10X ou ir somando até chegar a 33”. Valorizaremos suas estimativas. Algumas receitas não terão resultado exato, faremos arredondamentos.
Michele: “Sabemos quantas receitas teremos que fazer para a turma, mas quantos ingredientes utilizaremos?”, entramos no cálculo de multiplicação. Tendo conhecimento das quantidades de ingredientes, os alunos receberão encartes do supermercado (Zaffari) para recortarem e colarem na folha os itens que precisarão, sendo que se algum não for encontrado, podem desenhar e daremos o preço dele. A professora perguntará o que é “uma pitada de sal, um fio de óleo” e, assim questionar a compra excessiva de alguns ingredientes.
Feito isto, a Raquel pedirá que as duplas calculem o quanto, em dinheiro, gastarão no supermercado, utilizando a adição. Cada grupo receberá o valor, estipulado por nós de R$ 15,00, para pagar a conta, e assim verificar se sobrará troco ou faltará dinheiro. Finalizando, a professora sugerirá que, se os alunos montassem uma barraquinha na festa junina da escola e vendessem 12 porções de seu produto por R$ 1,50, calcular se teriam lucros ou prejuízos. Importante: todos estes cálculos deverão ser registrados na folha, no acompanhamento das situações hipotéticas.

11h - Atividade:
Cada aluno receberá a seguinte folha:
Quitutes de São João








 








Fonte: FRADE, Cáscia. Quitutes de São João. Ciência hoje das crianças. Rio de Janeiro: SBPC, n. 8, s/d.

Após, a Michele fará alguns questionamentos, “Vocês sabem o que quer dizer quitute? Das três receitas apresentadas, qual delas é doce e quais são salgadas? Qual das três receitas é mais fácil de ser feita? Por quê? Alguém conhece esses quitutes por outros nomes? Quais? As três receitas necessitam ser levadas ao forno, o tempo de cozimento está especificado em qual das receitas? O que a falta de alguma informação pode causar no preparo destas receitas?”. Enquanto isso, a Raquel escreverá alguns exercícios no quadro para os alunos copiarem no caderno:
1. Copie as frases e circule, com lápis de cor, o sinal de pontuação que aparece para separar os ingredientes:
BEIJU – Ingredientes: polvilho de mandioca, água e sal.
BROINHA DE COCO – Ingredientes: um cocô ralado, 250 gramas de açúcar, duas gemas, uma colher de sopa de farinha de trigo.
PASPALHÃO – Ingredientes: um quilo de aipim, erva-doce e sal.
2. Na receita de beiju aparecem palavras indicando ao leitor a ação que deve ser executada, ACRESCENTE, UMEDEÇA, LEVE. Circule na receita de broinha de coco as palavras que indicam ao leitor a ação a ser executada.
3. Escreva outras palavras com o mesmo sentido de ação.
4. O aipim é uma planta da qual se utiliza a raiz na alimentação. Ele é conhecido por outros nomes, dependendo da região. Por quais nomes você o conhece?
5. Nos trechos a seguir, as palavras circuladas estão referindo-se a palavras ou expressões anteriormente citadas. Que palavras ou expressões são essas? Copie as frases e sublinhe-as.
a) Umedeça a farinha de mandioca com água, de maneira que ela fique ainda solta.
b) Quando a massa estiver úmida, enrole-a como um canudo.
6. Substitua a parte que se repete por ela ou nela.
·      Pegue uma folha de bananeira e enrola na folha de bananeira um pouco de massa.
7. Leia e depois faça o que se pede:
Unte uma bandeja com margarina. Pingue nela uns bocadinhos de massa e leve a assar no forno quente.
a) O que significa bocadinhos, nesse trecho?
b) Reescreva o trecho, recuperando a palavra que foi substituída pela palavra sublinhada.
            A Raquel explicará cada exercício, ouvindo e respondendo perguntas que podem surgir. Durante a realização da tarefa, circularemos pela sala esclarecendo possíveis dúvidas. A correção será feita oralmente, com o auxílio de alunos voluntários.

Avaliação da aprendizagem: Diário de bordo.
Cada aluno receberá cinco folhas pela metade de ofício grampeada, formando um bloco. Explicaremos que, cada um terá seu diário de bordo. Nos momentos estipulados pelas professoras, ao longo da semana, deverão escrever suas aprendizagens, curiosidades, interesses, satisfações, decepções, frustrações, anseios que surgiram durante as aulas. Quem quiser terá a oportunidade de ler seu escrito, comentar, para vermos se as aprendizagens e sentimentos foram parecidos ou não. O diário ficará diariamente na sala. Na sexta-feira cada aluno fará uma capa para seu diário com desenhos e dados de identificação.
Colocaremos a data e os objetivos que queremos avaliar em cada dia da semana a última folha anexada na sexta, juntamente com nossas aprendizagens com eles e mensagem de agradecimento. (Pediremos o bloco emprestado para apresentação na mostra.)

11h40min - Saída.

Recursos utilizados: Obras de Alfredo Volpi, datashow, dicionário, receitas, encartes de supermercados; quadro.




4.3 PLANO DA AULA DO DIA 05/06/2013 (quarta-feira)

Conteúdos: Ortografia (usos da letra “R”); perigos e cuidados nas festas juninas.

Objetivos Específicos: Sistematizar o emprego da letra “R” em sua regularidade através de reflexão metalinguística e refletir sobre a regra em questão.
Refletir sobre o perigo do uso inadequado de fogos de artifícios, balões e fogueiras em época de festividades juninas;
Identificar características de um texto informativo/ noticia;
 Perceber a importância da coletividade para o desenvolvimento do trabalho em grupo.

7h50min - Atividade:
Motivação Prévia: A Raquel trará algumas imagens e informações gerais sobre o perigo dos balões, fogos de artifício e fogueiras, se manuseados de maneira incorreta nas festividades juninas. Serão elas: “Os balões juninos são lindos, encantadores, mas também são perigosos, pois precisam do fogo para subir. Quando deslocados para longe das cidades, podem cair em áreas perigosas, como em florestas ou plantações, causando grandes incêndios. Os fogos de artifício também podem causar perigo, é preciso ter muito cuidado para não se queimar, nem lançá-los em direção a outras pessoas, pois podem causar acidentes graves. Algumas pessoas têm partes de seus corpos amputadas com essa prática, porque as bombas estouram em suas mãos, além disso, o barulho elevado pode estourar o tímpano. Por isso é importante ter muito cuidado com os fogos e pedir sempre a ajuda de um adulto. Não usar álcool líquido ou em gel nas fogueiras, pois o fogo pode se alastrar e provocar incêndios” (dados, com algumas alterações, da fonte: Escola Kids/Festas Juninas).
Description: C:\Users\chelly\Desktop\images (1).jpg  Description: C:\Users\chelly\Desktop\images.jpg           Description: C:\Users\chelly\Desktop\images (2).jpg
Description: C:\Users\chelly\Desktop\images (3).jpg  Description: C:\Users\chelly\Desktop\mata.jpg
Description: C:\Users\chelly\Desktop\ouvido.jpg 
Acreditamos que possam surgiu perguntas, como “o que quer dizer amputada? Tímpano? E alastrar”. Primeiramente, perguntaremos se alguém (aluno) sabe nos dizer o significado de tais palavras. Após ouvi-lo (a/s), confirmaremos a resposta ou corrigiremos, esclarecendo que quando uma pessoa tem uma parte do corpo amputada, queremos dizer que ela perdeu aquele membro do seu corpo. No canal auditivo existe o tímpano, que é uma membrana bastante sensível que vibra com a chegada de sons, ela separa o ouvido externo do médio, possibilitando a transmissão do som para o ouvido interno. Alastrar é o mesmo que espalhar, estender.
Após  a Michele reescreverá algumas frases no quadro:
Estudo de vocabulário:
1.     Substitua a palavra sublinhada por outra(s) com o mesmo sentido.
a.     Algumas pessoas têm partes de seus corpos amputadas com a  prática de soltar fogos de artificio.
b.     O barulho elevado pode estourar o tímpano.
c.     O fogo pode se alastrar e provocar incêndios.

      Após a Raquel entregará a cada dupla uma das imagens anteriormente visualizadas. Enquanto isso a Michele explicará que cada dupla deverá escrever no caderno uma noticia sobre a imagem que possuem. Será montado na sala um mini cenário de telejornal e solicitado que duplas voluntárias apresentem suas noticias. Discutiremos anotando no quadro as características de uma noticia:
     Quatro fatores principais influenciam na qualidade da notícia:
1. Novidade: a notícia deve conter informações novas, e não repetir as já conhecidas
2. Proximidade: quanto mais próximo do leitor for o local do evento, mais interesse a notícia gera, porque implica mais diretamente na vida do leitor
3. Tamanho: tanto o que for muito grande quanto o que for muito pequeno atrai a atenção do público.
4. Relevância: notícia deve ser importante, ou, pelo menos, significativa. Acontecimentos banais, corriqueiros, geralmente não interessam ao público.

9h30min - Lanche.
9h45min/10h - Recreio.
10h05min - Atividade: A Michele escolherá dois números da chamada e os alunos correspondentes sortearão cada um, uma curiosidade sobre Alfredo Volpi e conversaremos sobre o que nos diz (as “tiras” de papel com as informações estarão dobradas, e dentro de um saco plástico transparente).

            A Raquel entregará a poesia “Noite de São João”, de Décio Valente.

 

Noite de São João


Alegria no terreiro!
Coloridas bandeirolas,
Sanfona, flauta, pandeiro,
Cantores violões e violas.
Junto ao mastro de São João,
Nas mesas e tabuleiros,
Tigelinhas de quentão…
Quitutes bem brasileiros…
Pinhão, pipoca, amendoim…
O céu, cheinho de estrelas,
E eu, com você junto a mim,
Não me cansava de vê-las…
Lá fora, clareando tudo,
A crepitante fogueira,
Estalando como açoite,
Queimava o negro veludo
Daquela festiva noite
De tradição brasileira.

Décio Valente

Fonte: Cantigas Simples: poesias, 2ª edição, São Paulo: 1971.

Feito isso, irá declamar a poesia. Depois, fará uma brincadeira: dividirá a poesia em seis pedaços, numerando-os no quadro e pedirá seis voluntários para lê-la. Porém, cada um deverá ler seu trecho usando diferentes técnicas vocais: voz risonha, chorosa, aguda, grave, tremida e dengosa.
            A partir da leitura da poesia, a Michele fará as seguintes perguntas para inferências dos alunos: “Existe diferença no som do R? Se um R for retirado da palavra TERREIRO, a pronúncia permanece a mesma? Por que RAQUEL não começa com RR? Quando utilizamos RR? E R?”.
No caso das regularidades ortográficas (contextual R/RR), será solicitado que os alunos analisem as palavras presentes na poesia com R e RR, compondo grupos com elas e, a partir dos critérios de agrupamento, nomeiem o “segredo” que as reúne e formulem a regra que se aplica de forma consistente em cada caso de uso da letra sob estudo. Após será registrado o segredo e as regras construídas pelos alunos, será exposto o material em painel como fonte de consulta. Lembrando que é necessário atentar para a posição da letra na palavra e seu respectivo valor sonoro:
Obs.: As palavras da poesia encaixam-se apenas no grupo “palavras com R: som fraco”. Porém, todas as regras serão explicadas, as palavras abaixo serão ditas aleatoriamente, e os alunos deverão dizer para que grupo cada uma pertence. A Michele irá escrevendo-as no quadro/cartaz:
Critério do agrupamento (“o segredo”)
Palavras com R inicial
Palavras com R: som fraco
Palavras com R: som forte
Palavras com RR

rio
bandeirolas
enroscar
cachorro

rato
pandeiro
honra
terra

remo
coloridas
enrolar
ferro

Raquel
fogueira
Henrique
torrada
Princípio gerativo (a regra”)
Usamos R no início das palavras.
Usamos R entre vogais quando o som for fraco.
Usamos R após consoante quando o som for forte.
Usamos RR entre vogais quando o som for forte.

Finalizaremos a atividade, desafiando os alunos com a escrita de palavras inventadas a partir da classificação de acordo com aspectos ortográficos regulares: RAPIBA, SACAROCA, PINRADO, PURRUCA são palavras inventadas com R em diferentes posições.
Ficará de tema desenhar dentro da caixa em que está escrita a poesia, o que imaginam da cena que o autor descreve.

Avaliação da aprendizagem: Diário de bordo.
Cada aluno receberá cinco folhas pela metade de ofício grampeada, formando um bloco. Explicaremos que, cada um terá seu diário de bordo. Nos momentos estipulados pelas professoras, ao longo da semana, deverão escrever suas aprendizagens, curiosidades, interesses, satisfações, decepções, frustrações, anseios que surgiram durante as aulas. Quem quiser terá a oportunidade de ler seu escrito, comentar, para vermos se as aprendizagens e sentimentos foram parecidos ou não. O diário ficará diariamente na sala. Na sexta-feira cada aluno fará uma capa para seu diário com desenhos e dados de identificação.
Colocaremos a data e os objetivos que queremos avaliar em cada dia da semana a última folha anexada na sexta, juntamente com nossas aprendizagens com eles e mensagem de agradecimento. (Pediremos o bloco emprestado para apresentação na mostra.)

10h40min - Educação Física com professor especializado.

11h40min - Saída.

Recursos utilizados: quadro, papel pardo, tesoura, canetas hidrocor, lápis de cor.




4.4 PLANO DA AULA DO DIA 06/06/2013 (quinta-feira)

Conteúdos: Festividades Juninas, operações matemáticas de adição e subtração, composição de números,

Objetivos específicos:
Relembrar informações adquiridas anteriormente acerca do pintor Alfredo Volpi;
Construir, coletivamente, uma pintura relacionada às festividades juninas;
Apresentar, coletivamente, suas produções artísticas;
Sintetizar conhecimentos a cerca das festividades juninas;
Exercitar as operações matemáticas de adição e subtração e composição de números;
Interpretar as informações contidas no texto de produção das bandeirinhas;
Confeccionar bandeirinhas para decorar a sala.

7h50min - Atividade: Pintura coletiva.
Motivação prévia: A Michele perguntará a turma: “Quem se lembra da técnica que Alfredo Volpi utilizava para pintar?”. Pedirá que os alunos consultem o texto da biografia do pintor e lerá o trecho: Depois de dominar a técnica da têmpera com clara de ovo, o artista nunca mais usou tintas industriais - "elas criam mofo e perdem vida com o passar do tempo", dizia. Fazia suas próprias tintas, diluídas em uma emulsão de verniz e clara de ovo, em que ele adicionava pigmentos naturais purificados (terra, ferro, óxidos, argila colorida por óxido de ferro) e ressecados ao sol.
Com ovos, argila e tintas gauche, também faremos nossas próprias tintas, misturando clara e argila, gema e argila, clara e tinta gauche e, gema e tinta gauche. Feito isto e dispostos em grupos, cada um receberá um pedaço de folha grande de papel pardo. Os grupos deverão conversar e combinar sobre o que pintarão, desde que tenha relação com as festividades juninas.
Após, faremos a exposição dos trabalhos: Cada grupo (um por vez) deverá ir até a frente, ficando visível a todos os colegas e professoras, mostrar sua pintura e contar como foi realizar o trabalho. Depois, a Raquel e a Michele ajudarão os alunos a fixarem suas obras no corredor da escola, tendo como título da exposição “ALFREDO VOLPI NOS DEU A IDEIA DE COMO PINTAR!”.
9h30min - Lanche.
9h45min/10h - Recreio.
10h10min - Atividade:
A Raquel distribuirá a folha de atividade para os alunos:
·      Completa as frases e a cruzadinha usando as seguintes palavras:
SÃO PEDRO TERREIRO               BALÕES                    BARRAQUINHAS
BAMBUS                    SÃO JOÃO                 AMENDOIM               SANTO ANTÔNIO
PIPOCAS                   QUADRILHA             FESTANÇA
1. Mês de festa no arraial: ___________________.

2. Mamãe prepara _______________ torrado para a festança.

3. A ________________ será muito animada.

4. Vamos soltar ___________ coloridos no céu.

5. O pessoal ensaia ______________ no terreiro.

6. O __________________ está todo enfeitado com barraquinhas.

7. Dia 24 de junho é o dia de
____________________________________.







8. A criança fez arcos com _____________________ para decorar a festa.

9. Dia 13 de junho é dia de __________________________.

10. Nas __________________ tem quentão e milho verde cozido.

11. As _______________________________ pulam na panela.

12. Dia 29 de junho é dia de ______________________________.




Assim que todos os alunos receberem a folha, a Raquel explicará que devem ler a frase, verificar qual palavra ou expressão a completa e encaixar a mesma na cruzadinha. Se tiverem dúvida na escrita, podem ver com o colega, se ainda tiverem dúvida podem usar o dicionário.

10h30min - Atividade:
A Michele escreverá no quadro, para os alunos copiarem:
1. No primeiro dia de festa junina lá da escola venderam cachorro quente e pipoca. Pela manhã, as barracas conseguiram vender 128 cachorros quentes e 143 saquinhos de pipoca. À tarde, venderam 261 cachorros quentes e 254 saquinhos de pipoca. Agora descubra:
a) O total de cachorros quentes vendidos no final do dia.
b) O total de saquinhos de pipoca vendidos no final do dia.
c) O que vendeu mais? Cachorro quente ou pipoca? O que mais menos vendido? Qual a diferença entre o mais e o menos vendido?
d) Qual a diferença entre a venda de cachorro quente a venda de pipocas?

2. Leia o convite abaixo:
FESTANÇA NO ARRAIAL
Dia 7 de junho de 2013, às 10h.
Será uma grande festa!
Contamos com a sua presença!
Como se escreve por extenso o ano indicado no convite?

3. Observe os preços no arraial:
Produto
Preço
Pescaria
R$ 2,00
Pipoca
R$ 1,50
Bolo de fubá
R$ 3,00
Suco
R$ 3,00
Canjica
R$ 2,30

a) Chico foi à festa junina. Comprou três sucos, duas pipocas e um pedaço de bolo de fubá. E brincou uma vez na pescaria. Quanto Chico gastou?
b) Chico havia levado R$ 20,00. Depois da festa sobrou algum dinheiro? Quanto?

4. Arme e efetue:
a) 4.012 + 825 =
b) 2.178 + 4.869 =
c) 335 – 153 =
d) 965 – 649 =
Após, a Raquel lerá apenas o enunciado da proposta e perguntará a turma o que está sendo pedido para ser realizado, surgindo dúvidas, esclarecerá. A correção será feita oralmente, com alguns alunos indo no quadro efetuar os cálculos e dizer sua estratégia para chegar ao resultado. Se alguém tiver utilizado outro caminho, que tenha dado a resposta correta poderá informar aos colegas.

11h - A Michele escolherá dois números da chamada e os alunos correspondentes sortearão cada um, uma curiosidade sobre Alfredo Volpi e conversaremos sobre o que nos diz (as “tiras” de papel com as informações estarão dobradas, e dentro de um saco plástico transparente).

11h10min - Cada aluno receberá uma folha com instruções de como fazer bandeirinhas:
A Raquel perguntará aos alunos: “Conforme as orientações do texto, vocês conseguiriam confeccionar as bandeirinhas com facilidade? Por quê? O que mais ajuda o leitor na hora de confeccionar as bandeirinhas: o texto, os desenhos ou os dois? E então, vamos fazer bandeirinhas?”. Com revista, papel seda e cola, os alunos deverão confeccionar bandeirinhas para enfeitar a sala. Nós, os ajudaremos a fixá-las no barbante e pendurar pela sala. Ficará lindo!

Avaliação da aprendizagem: Diário de bordo.
Cada aluno receberá cinco folhas pela metade de ofício grampeada, formando um bloco. Explicaremos que, cada um terá seu diário de bordo. Nos momentos estipulados pelas professoras, ao longo da semana, deverão escrever suas aprendizagens, curiosidades, interesses, satisfações, decepções, frustrações, anseios que surgiram durante as aulas. Quem quiser terá a oportunidade de ler seu escrito, comentar, para vermos se as aprendizagens e sentimentos foram parecidos ou não. O diário ficará diariamente na sala. Na sexta-feira cada aluno fará uma capa para seu diário com desenhos e dados de identificação.
Colocaremos a data e os objetivos que queremos avaliar em cada dia da semana a última folha anexada na sexta, juntamente com nossas aprendizagens com eles e mensagem de agradecimento. (Pediremos o bloco emprestado para apresentação na mostra.)

Recursos utilizados: folha A3, tintas guaches coloridas, argila, clara e gema de ovo, pincéis, revista, papel seda, cola, tesoura, barbante.

4.5 PLANO DA AULA DO DIA 07/06/2013 (sexta-feira)                            

Conteúdos: coordenação motora, danças e brincadeiras típicas das festividades juninas.

Objetivos Específicos:
Participar de atividades lúdicas coletivas (dança);
Interpretar um texto instrutivo;
Dançar a quadrilha;
Brincar de corrida de sacos e corrida do ovo na colher;
Reconhecer a quadrilha como uma dança típica de festas juninas;
Identificar a corrida de sacos e a corrida do ovo na colher como brincadeiras típicas de festas juninas;
Participar da festa junina da turma.

Motivação Prévia:
A Raquel perguntará “Relembrando, qual é a dança típica das festas juninas?”, a quadrilha. Em tom de mistério, informará que temos uma proposta muito desafiadora para a turma, que exigirá preparo, determinação, confiança, coordenação motora e muito alto astral: DANÇAR! (Aproveitaremos as músicas trazidas pelos alunos, também levaremos algumas canções).
A turma será dividida em três grupos, que lendo as instruções deverão se organizar para dançar a quadrilha. Antes, a Michele escolherá três números da chamada e os alunos correspondentes sortearão cada um, uma curiosidade sobre Alfredo Volpi (as últimas).
            Após, dividiremos a turma em duas equipes, para brinca de corrida de sacos e corrida do ovo na colher, brincadeiras típicas de festas juninas:
Corrida de sacos: cada equipe terá um saco de TNT, os participantes estarão enfileirados. Um aluno por vez deverá entrar no saco e sair da linha de partida até a chegada (marcadas no chão da sala).
Corrida do ovo na colher: cada equipe terá uma colher e um ovo, os participantes estarão enfileirados. Um aluno por vez deverá equilibrar o ovo na colher com a boca, e sair da linha de partida até a chegada (marcadas no chão da sala).
Não terá vencedores, o objetivo das brincadeiras é o divertimento!

9h40min - Lanche.
10h/10h10min - Recreio.
10h15min - Avaliação da aprendizagem: Diário de bordo.
Cada aluno receberá cinco folhas pela metade de ofício grampeada, formando um bloco. Explicaremos que, cada um terá seu diário de bordo. Nos momentos estipulados pelas professoras, ao longo da semana, deverão escrever suas aprendizagens, curiosidades, interesses, satisfações, decepções, frustrações, anseios que surgiram durante as aulas. Quem quiser terá a oportunidade de ler seu escrito, comentar, para vermos se as aprendizagens e sentimentos foram parecidos ou não. O diário ficará diariamente na sala. Na sexta-feira cada aluno fará uma capa para seu diário com desenhos e dados de identificação.
Colocaremos a data e os objetivos que queremos avaliar em cada dia da semana a última folha anexada na sexta, juntamente com nossas aprendizagens com eles e mensagem de agradecimento. (Pediremos o bloco emprestado para apresentação na mostra.)

10h25min - Atividade de encerramento: Festa junina!
Os grupos definidos na 2ª f. (grupo 1: salgados, grupo 2: doces, grupo 3: brincadeiras, danças e músicas, grupo 4: bebidas) deverão organizar na sala suas barraquinhas com o que trouxeram, usando as mesas e cadeiras. Feito isso, cada grupo apresentará sua barraca e contará como se organizou ao longo da semana (caso a turma não tenha condições as professoras Raquel e Michele trarão as comidas).

Recursos Utilizados: rádio, sacos de TNT, colheres, ovos de plástico.
           
Agradeceremos a receptividade da professora e dos alunos e daremos uma lembrança nossa pra cada um.



REFERÊNCIAS


BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Pensando, vivendo, ensinando e aprendendo, lendo e escrevendo. Paulo Freire, o menino que lia o mundo: uma história de pessoas, de letras e de palavras. São Paulo: Editora UNESP, 2005.


PICCOLI, Luciana, CAMINI, Patrícia. Práticas pedagógicas em ALFABETIZAÇÃO: espaço, tempo e corporeidade. Erechim: Edelbra, 2012.


RODRIGUES, Maria Bernadette Castro. Inclusão, humana docência e alegria cultural como finalidades da prática pedagógica. IN: ÁVILA, Ivany Souza. (Org.) Escola e sala de aula, mitos e ritos: um olhar pelo avesso do avesso. Porto Alegre: Editora da Universidade/UFRGS, 2004, p. 23-46.

Cantigas Simples: poesias, 2ª edição, São Paulo: 1971.

Sites: